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Consumo domiciliar apresenta reaquecimento

08/12/2016

Após registrar sucessivas quedas, o consumo dos lares brasileiros apresentou sinais de reaquecimento no terceiro trimestre deste ano. A conclusão é do estudo Consumer Insights, elaborado pela Kantar Worldpanel. De acordo com o levantamento, houve aumento na quantidade de unidades compradas - 102 X 100, na comparação com o mesmo período do ano passado –, variação positiva em valor deflacionado pelo segundo trimestre consecutivo (4,5%), além de interrupção na sequência de queda da frequência. Nesse cenário, as classes mais altas impulsionaram as compras - A/B1 registrou alta de 4,3% na frequência, B2, 1,2% e C1, 2,7%. Já as mais baixas seguiram apostando na racionalização, com queda de 3,7% no mesmo quesito.

As regiões Norte/Nordeste, Grande São Paulo e Sul se destacam entre as que impulsionam o consumo. No entanto, entre elas há uma diferença de comportamento. No Nordeste, a racionalização se materializa na queda da frequência (6,5%) e há aumento nas unidades por viagem (5,4%). Na Grande São Paulo, no entanto, a frequência sobe 8,1% e tem declínio de 2,6% nas unidades por viagem. As variações positivas são puxadas pela cesta de alimentos e limpeza.

Segundo o Consumer Insights, apenas 40% das categorias da cesta da Kantar Worldpanel apresenta crescimento consolidado e puxa o consumo para cima em unidades. Entre elas se destacam chá líquido, molho para salada, suco congelado, cloro, presuntaria, creme de leite e linguiças.

Outra característica do período apontada pelo estudo é que o consumidor está mais em busca de promoção, o que impacta a frequência de compra – 55,5% dos lares aumentaram a quantidade de idas aos pontos de venda, o que representa 25,8 milhões de domicílios. Ao todo, são mais de 5 viagens ao PDV, sendo que em três delas itens em promoção entraram nos carrinhos. O atacarejo, que há tempos se destaca entre os canais, continuou atraindo mais compradores, contribuindo para o impacto positivo do terceiro trimestre.

Dados do Consumer Insights revelam ainda que 55% dos domicílios do país aumentaram o consumo no período analisado – lares com donas de casa mais jovens, com até 39 anos e que vivem em casas menores de grandes centros urbanos, no Nordeste e na Grande São Paulo, e que integram as classes A/B. Já os domicílios com donas de casa mais maduras, vivendo no leste e interior do Rio de Janeiro e Grande Rio, em lares maiores, com 2-3 filhos e da classe C, passaram a comprar menos. Os indivíduos que aumentaram o gasto tiveram como prioridade os alimentos, deixando um pouco de lado produtos de higiene e beleza, com promoções tendo grande importância na hora da compra, já os que diminuíram deram mais destaque aos alimentos, em uma luta para não abandonar conquistas recentes.

Consumo domiciliar apresenta reaquecimento

Author

Christine Pereira

Mercado, FMCG e Comportamento do Consumidor

 

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