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Evolução da dinâmica de compra na América Latina

14/10/2015

O Shopper & Retail Dynamics Latam, produzido pela Kantar Worldpanel, analisa o comportamento de 10 países

A Kantar Worldpanel lançou hoje o estudo Shopper & Retail Dynamics Latam, no qual identifica as principais tendências do consumidor latino-americano nos diferentes canais da região. O levantamento analisa o comportamento de mais de 41.000 domicílios em dez países, revelando as características dos compradores no último ano (até junho de 2015). “A partir desta análise, identificamos seis tendências da região e que determinam como compra o consumidor latino-americano”, comenta Flavia Amado, gerente de Shopper & Retail Latam. Seguem abaixo as tendências apuradas:

Crescimento seletivo: Neste ano, a América Latina experimenta o maior crescimento em valor (+ 12,2%) em comparação com outras regiões, como Europa (+ 0,5%) e Ásia (+ 4,1%). No entanto, o volume de compra se manteve estável (- 0,2%) já que o crescimento é impulsionado pelo aumento da inflação em vários países, por exemplo, a Venezuela, cujo índice ultrapassa os 96%.

Quando falamos de crescimento seletivo é porque não existe uniformidade por país, há diferenças entre regiões, categorias, canais, entre outros fatores, que contribuem com o grupo da região.

Transformação da compra: A dinâmica de compra evoluiu para menos visitas aos pontos de venda e mais unidades adquiridas por ocasião. De acordo com o estudo, 60% dos países da América Latina diminuíram sua frequência de compra, sendo a Venezuela (-8%), Brasil (-7%) e Bolívia (-6%) os mais impactados. No entanto, se compararmos a frequência de compra dos países latino-americanos em relação aos europeus, ela ainda é muito alta. Além disso, menos visitas aos pontos de venda resultam em menos canais visitados, por isso houve uma queda de 2 pontos percentuais nos domicílios latinos que visitam 7 ou mais canais em um ano (54%).

A redução de viagens de compra somada a uma menor porcentagem de lares compradores afeta o desempenho de importantes canais na região como é o canal moderno. Apesar disso, neste ano países com um baixo desenvolvimento deste canal, como Bolívia, Colômbia e Equador aumentaram seu gasto bem como as unidades levadas em cada compra.

Proximidade e conveniência: É fato que os latino-americanos estão buscando proximidade e tradição. “Proximidade é a palavra-chave porque 68% dos latinos procuram fazer compras perto de sua casa e procuram manter uma relação com o vendedor”, afirma Flavia. O canal tradicional ganha share em cinco dos dez países da América Latina. Bolívia e Peru são os que gastam mais neste canal, 69% e 68%, respectivamente, enquanto a Venezuela (+8,1%), América Central (+4,6%) e Equador (+2,0%) são os que tiveram um maior crescimento.

Todos os latinos compram no canal tradicional porque o consideram com as missões de compra mais equilibradas, de consumo imediato (26%) até a despensa (23%).

Custo benefício: Essa é uma equação que muitos canais têm aproveitado e que lhes tem proporcionado um importante crescimento. Um exemplo são as lojas de descontos que oferecem pouca variedade, preços baixos e marcas próprias e que crescem globalmente na Europa e países como Argentina, Chile, Colômbia e México. Já os atacadistas oferecem preços baixos por uma maior quantidade de produto. Neste ano, o canal aparece como o terceiro com a maior despesa na América Latina. O Brasil e a Argentina foram o os responsáveis por impulsionar o crescimento do canal.

 Promoções: Em 70% dos países, os produtos com promoção tem um crescimento maior que os sem desconto. Argentina (+55%) e México (+26%) são os países que mais gastaram em promoções. “Das várias promoções que existem no mercado, como um produto com um brinde; leve dois e pague um ou leve três e pague dois, o destaque fica por conta dos descontos em preços (79%). Os brasileiros não podem ficar sem promoções, já que dos 10% de compras que fazem, 87% são por descontos nos preços”, comenta Flavia. Outro tipo de promoção significativa na América Latina é o famoso “leve mais e pague menos” com 9%. No Equador, 17% das compras com promoção são por meio de ofertas desse tipo.

Downtrading: Mesmo com o crescimento significativo das marcas próprias, elas ainda têm muitas oportunidades de desenvolvimento. Em países europeus, como o Reino Unido, as marcas próprias chegam a alcançar uma participação de 48%. “Ainda há um grande espaço para desenvolvimento na região e o crescimento dos autosserviços está prestes a acontecer”, analisa Flavia Amado. Alinhada com essa tendência, 59% dos gastos dos latino-americanos são em marcas de médio e baixo custo, especialmente no Peru (68%) e Venezuela (96%), onde a situação do país não permite que o consumidor possa escolher que tipo de marca comprar. A disponibilidade das cestas nos pontos de venda determina as compras domésticas.

 

Evolução da dinâmica de compra na América Latina

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Manuela Bastian

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