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27% dos lares têm dificuldades em comprar bens essenciais

05/02/2013

De acordo com o nosso estudo “Há luz nesta crise?” a crise não é sentida da mesma forma pelos lares portugueses. Assim, em função da avaliação que os lares fazem da forma como estão a sentir esta crise, segmentámos os lares portugueses em quatro clusters: os “Outsiders”, que representam 0.6% dos lares e “não sentem a crise e sentem que não precisam de economizar”; os “Interiores” que representam 16% dos lares “não sentem a crise de momento, mas economizam por precaução”; os “Urbanos”, que “sentem um pouco a crise e cuidam mais das despesas não essenciais”, representando 57% da população portuguesa e, por fim, os “Impactados” – 27% dos lares e que afirmam “sentir a crise e ter dificuldades em cobrir as necessidades essenciais”. Este último valor é superior aos 18% de pobres (limiar da pobreza) indicados pelo INE para 2011 e dá uma melhor ideia da dimensão e do impacto das presentes dificuldades.

O segundo maior grupo, os Impactados, são sobretudo compostos por casais com filhos, entre os 35 e os 49 anos, pertencem à classe média baixa. Este segmento em 2011 representava 22% da população portuguesa. Têm grande preferência pelas Marcas da Distribuição (MDD’s), já que a quota de valor que gastam nas MDD’s é bastante superior à média do total nacional – 43% vs. 38%. Particularmente neste grupo o consumo de refrigerantes, leite especial, leite de soja, molhos refrigerados e café solúvel desceu bastante, face ao ano de 2011.

O maior grupo, os Urbanos, vivem, sobretudo nas grandes metrópoles, pertencem à classe alta e média e são ativos. Já fizeram um ajustamento no consumo FMCG, sendo que o novo padrão de consumo está focado nos produtos alimentares frescos ou take away, para reforçar o consumo em casa. Reduz nos refrigerantes e iogurtes e em todos os outros produtos que não considera essências. Compram, sobretudo, marcas de fabricantes, embora o valor que gastam em MDD esteja muito próximo da média nacional (37%).

O grupo “Interiores” corresponde sobretudo a lares residentes no Interior do país, compostos entre uma a duas pessoas e são, em grande parte, reformados. Este grupo, em 2011 representava 20.5% dos lares portugueses e tinha outra composição mais heterogénea. Hoje, de todos os grupos, são os mais marquistas. O valor que gastam em MDD está abaixo da média nacional (34%).

Apesar das diferenças entre os vários grupos, fica claro que está a desenhar-se um novo padrão de consumo para o conjunto dos lares de Portugal Continental, que é mais contido, refletido e racional, e que poderá ser considerado o “novo normal”, que irá vigorar nos próximos anos. Este novo padrão de consumo traduz-se na procura sistemática de opções mais em conta, em mais consumo alimentar em casa, sobretudo, escolhendo produtos frescos, para na redução de categorias menos essenciais.

Estudo da Kantar Worldpanel "Há luz nesta crise"

Estudo da Kantar Worldpanel "Há luz nesta crise"

Como avalia a sua situação económica atual?

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População cada vez mais impactada pela crise

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Paulo Caldeira
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