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Os Lares compraram mais FMCG este Verão.

03/12/2013

OS LARES COMPRARAM MAIS ESTE VERÃO

Os resultados do 3ºT 2013 sobre o consumo fmcg realizado pelos lares dão um crescimento que - de algum modo - está em linha com o crescimento do PIB e sobretudo com a melhoria do Índice de Confiança do Consumidor (Fonte: INE) (indicador menos negativo). Com efeito há um crescimento do volume comprado (+1,4%) neste trimestre face ao homólogo, algo que já não acontecia desde há 4 trimestres. Há igualmente um crescimento das MDF em 5,4% em volume algo ainda mais significativo pois já não acontecia há mais de seis (6) trimestres consecutivos! Na realidade a quota em volume da MDF atinge agora o valor de 47,9%, que é o valor mais alto dos últimos 6 trimestres.

O comportamento do shopper português está a reforçar a ideia de um modo de compra ativo na procura do “best deal” e com a tendência de reduzir o tamanho do ato de compra. Existe um aumento da frequência de compra +3,6% neste 3ºT o que nos dá claramente a ideia deste procura ativa, reforçada pelo aumento do número média de insígnias visitadas e ainda há a manutenção da tendência de um ato de compra com menor volume (-3,0% no 3ºT). A compra com um menor “volume por ato” é específica deste ano onde ente indicador variou entre -4,3%, -5,3% e agora -3%, face ao ano passado. Significativa a queda da MDD no volume por ato que cai -8% e que não é compensada pelo aumento da frequência de compra, resultando numa queda do volume comprado de -3,6% para a MDD.

Em termos conclusivos, vemos que uma maior frequência de compra é o principal driver deste trimestre e mesmo com a redução do volume por ato, o volume total fmcg comprado pelos lares cresceu em 1,4%, o que é de assinalar! Este crescimento no trimestre não impede que no acumulado do ano o mercado esteja ainda negativo em -1,7%, em termos de volume.

Infelizmente os dados de Outubro, quer em termos de Índice de Confiança, quer em termos de volume fmcg comprado pelos lares, parecem indiciar que esta aparente recuperação do mercado não foi mais do que um “namoro de verão”, com caracter fugaz. Só os próximos meses podem dizer se estamos, ou não, em algum caminho de melhoria.

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Paulo Caldeira
Business Development Diretor

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