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2021 vs 1º Confinamento - o que mudou?

16/04/2021

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Como já se fazia prever no arranque do ano, os portugueses têm estado, em 2021, tendencialmente mais presentes nas lojas, sempre com um número médio diário de compradores acima daquilo que foi a média diária ao longo do ano 2020, após o aparecimento do primeiro caso de Covid19 (de 2 de Março a 31 de Dezembro). Este número médio de compradores foi gradualmente aumentando, conforme a evolução dos casos diários, ou seja, com os casos a diminuir, foi havendo cada vez mais idas às compras de FMCG. Um dos dias com maior afluência às lojas, em 2021, foi no dia a seguir à comunicação do plano de desconfinamento e, consequentemente, a tendência das semanas seguintes foi de mais pessoas “fora de casa”.

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No que toca aos hábitos de compra, observou-se durante o primeiro confinamento que havia um grande receio de contágio quando se ia às compras, uma vez que ainda não se conhecia o comportamento e transmissão do vírus, o que levou os lares portugueses a reduzirem o número de cestas que faziam, mas enchendo o carrinho a cada visita. No entanto, neste segundo confinamento, constatou-se que a tendência foi noutra direção, ou seja, compraram mais regularmente e, face ao primeiro, o FMCG manteve-se estável. Se se comparar a média do primeiro confinamento e a média deste, os portugueses fizeram quase mais três cestas do que faziam e, consequentemente, o tamanho e valor destas foi menor, com as cestas a valerem menos 13,5% cada. Relativamente ao tipo de marcas compradas, os portugueses mantiveram a preocupação de racionalizar o seu budget, continuando a escolher marcas de distribuição, sendo que, durante os períodos de confinamento estas marcas pesaram quase 39% do total gasto em FMCG. Nesta preocupação na escolha das marcas, poder-se-á estar a ver os sinais da crise económica gerada pela pandemia, onde muitas pessoas viram a sua vida alterada (quer por lay-off, quer por terem sido obrigados a fechar os seus negócios) e necessitaram de adaptar a maneira como gerem o seu orçamento familiar. Já a maior afluência e presença nas lojas poderá estar relacionada com uma maior experiência e capacidade que adquiriram de lidar com a pandemia e as medidas impostas. Ainda que estejam mais “relaxados” do que no primeiro lockdown, quando se olha para o que era o hábito Pré-Covid (P1 e P2 2020), estão, em 2021, a comprar com uma maior intensidade, isto é, mais vezes e em maiores quantidades do que faziam, uma vez que passam mais tempo em casa e sem a possibilidade de ir a um restaurante/café (consumo fora de casa) e alocam mais espaço das nossas cestas a marcas da distribuição.

Outro fenómeno que se observou em 2020 foi a descentralização dos canais de compra, onde Online e Tradicionais ganharam destaque face aos Hiper/Supermercados. No caso do Online, o confinamento foi mesmo a rampa de lançamento do canal, crescendo principalmente via novos compradores. Este segundo confinamento acabou por ser a confirmação que o Online é, sem dúvida, um canal muito viável para uma compra segura e prática, principalmente em períodos mais resguardados, mantendo-se com um grande crescimento face ao primeiro confinamento, contrariamente à tendência atual de estabilização do mercado. O desenvolvimento do canal continua a ser sustentado por um grande crescimento de compradores, sendo que só nos dois primeiros meses do ano quase 2 em cada 10 lares portugueses fizeram uma compra Online de FMCG (19%, +8.1pp vs homólogo) e face ao primeiro confinamento, houve agora mais 148 mil lares a escolher este canal. Uma das categorias mais beneficiadas no e-commerce, neste confinamento, foram os Frescos, tipicamente adquiridos na loja física, uma vez que houve mais lares a comprar esta categoria no canal e esteve presente em mais cestas, ganhando assim um maior peso dentro da compra online (+4,4pp Peso Valor). Pode-se, assim, perceber que o canal Online está cada vez mais relevante na Distribuição em Portugal e está a entrar na rotina dos portugueses, havendo cada vez mais lares a comprar no canal, comprando categorias não só de stockagem, mas também de rotina.

Ficha Técnica: Os dados de compra são baseados no Painel de Lares da Kantar, uma amostra de 4.000 lares participantes, representativos de Portugal Continental, dispersos em mais de 1.000 Pontos de Sondagem, que declaram as suas compras, no período em análise das primeiras semanas de 2021. Os resultados apresentados têm um nível de confiança de 95%, com erro amostral associado de 1,96%.

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Marta Santos
Manufacturers Sector Director

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