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A epopeia das cápsulas de café

24/02/2014

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A epopeia das cápsulas de café

Se há uns anos, quando surgiu o café em cápsulas, alguém dissesse que em poucos anos, haveria quase metade dos lares portugueses a comprar café em cápsulas, seria possivelmente considerado louco. O argumento do preço - sempre o preço – foi visto na altura como um obstáculo intransponível para a massificação deste produto.

E no entanto, e se em 2010 apenas uns quase elitistas 14% dos lares compravam cápsulas, rapidamente esse valor subiu para 26% em 2011 e até 38% em 2012. Ou seja, mais do que duplicou a Penetração em dois anos. Atingindo finalmente 49,5% dos lares em 2013!

Isto foi possível porque as máquinas surgiram com valores mais acessíveis, criando-se o conceito de “luxo acessível”, a que se juntou a tendência de maior consumo dentro de casa dos últimos anos e o sucesso finalmente aconteceu. Criando valor e fazendo crescer uma categoria que parecia estar num ciclo de vida de “maturidade”.

E o café em cápsulas tem um preço barato? Sabemos que não, em termos de preço/Kg, mas a sua conveniência, qualidade, o consumo dentro do lar, bem como a redução dos custos de acesso e também a redução do preço por embalagem foram mais do que suficientes para seduzir metade dos Lares Portugueses. Num caminho que ainda não parou de crescer.

No entanto, o café moído 250g continua a ser o maior segmento em volume, pesando 41% do volume total consumido pelos lares e tem ainda um maior volume por ato do que o segmento de cápsulas de cafés. Mas cada vez mais próximo estão as cápsulas, que pesaram 33,9% do volume, em 2013. Dados do painel de lares de Kantar Worldpanel, com uma amostra de 4.000 lares, representativa de Portugal Continental.

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Verónica Llopis
Senior Client Executive

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