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Covid-19: primeiros efeitos no consumo dos Portugueses

17/03/2020

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Covid-19: primeiros efeitos no consumo dos Portugueses

Como em outros momentos de crise vividos em Portugal, sobretudo económicos, o impacto na forma como são comprados os produtos em FMCG é notório, porém no momento atual além de notório, o efeito está a ser imediato. Em Portugal já estamos numa fase de alerta e controlo elevado, mas mesmo antes do apogeu da crise provocada pelo Covid-19 o padrão de compra dos portugueses já tinha começado a mudar.

Nos dois primeiros meses de 2020, mesmo antes do vírus chegar a Portugal, já se começava a sentir na forma como os portugueses estavam a fazer as suas compras, privilegiando a intensidade do ato de compra (+11% de gasto por compra) ao invés da regularidade (menos um dia de compra que em 2019). Um padrão completamente diferente daquele que fez o FMCG atingir elevados níveis de crescimento em 2019, onde tivemos um comprador presente nas lojas, como não se registava há vários anos.

Dentro deste movimento de armazenamento, foram as categorias de alimentação e bebidas (+10% gasto por ato) que surgiram como as top prioridades dos portugueses, mas rapidamente emergiram os produtos de limpeza caseira (+7%) e de “tissues” como os lenços, os rolos de papel higiénico e de cozinha (+8%), numa clara resposta a uma possível chegada rápida do vírus a Portugal. Na alimentação, além da clara aproximação a produtos de conveniência, como os enlatados e congelados, foram também priorizadas categoria essenciais de elevada rotação no ponto de venda, como o peixe, a carne e os ovos.


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Já na área de higiene pessoal, mais do que um crescimento avultado (+3%), registaram-se alterações importantes no sortido comprado. Produtos não considerados como de primeira necessidade, como os hidratantes corporais, amaciadores e modeladores de cabelo, foram “trocados” pelos sabonetes, tanto líquido como sólido, gel de banho e toalhitas, produtos determinantes na higienização.

O canal online também começou nesta altura a revelar maior destaque na hora de decidir como fazer a compra de armazenamento, tendo inclusivamente registado em fevereiro o maior nível de gasto por compra dos últimos 12 meses. Para perceber melhor as rápidas alterações neste canal, em comparação direta com o mês de janeiro de 2020, os portugueses começaram a gastar em média mais +19% por cesta e aumentaram o número de categorias compradas, de 10 para 13.

Durante as próximas semanas ou talvez meses, estaremos perante algumas incertezas até chegarmos a uma nova “normalidade” e o grau de reação de todos os players envolvidos, marcas e retalho, terá não só de ser rápida, mas certeira.

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Marta Santos
Manufacturers Sector Director

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