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Gatos mais presentes nos lares portugueses

15/09/2017

> Artigo original publicado na Hipersuper

No ano de 2017 verificam-se algumas dificuldades para a categoria de Pet Food, com 53.5% dos lares Portugueses a comprarem pelo menos uma vez alimentação para cães e gatos, no último ano móvel (52 semanas a terminar em 18 de junho de 2017), embora sem conseguir conquistar mais lares com presença de animais, face ao mesmo período do ano passado.

O comportamento de compra da categoria perde intensidade nas cestas e embora o shopper vá mais vezes à loja à procura destes alimentos, quando compra gasta menos dinheiro e enche menos a cesta que há um ano. 

Os lares portugueses estão menos dedicados à compra da categoria, embora se tenha tornado num shopper mais repetidor. Esta repetição de compra é impulsionada sobretudo pelo segmento “Seco”, que continua a ser opção principal na alimentação dos animais de estimação dos portugueses, chegando a 89.8% dos lares com presença de animais. No entanto, é o segmento Húmido que se torna mais atrativo, entrando em mais lares no último ano móvel e reforçando uma maior intensidade de compra.

Por outro lado, Snacks perde dinamismo. Se há um ano se falava deste segmento como sendo chave para o desenvolvimento da categoria, em 2017 Snacks perde atratividade e não consegue entrar em mais lares com presença de animais. Mesmo assim, não podemos esquecer que devido ao seu nível de preço médio mais elevado continua sendo o segmento mais valorizado e capaz de desenvolver positivamente o gasto por ato de compra.

Segmento gato mais atrativo e valorizado

Estamos a falar duma categoria onde a atratividade encontra-se estabilizada e, embora a preferência pelos cães (70.6%) continue, é o segmento gato quem consegue conquistar mais lares portugueses (64.7%) neste último ano móvel.

Se, de forma geral, o perfil de lares com cão segue o mesmo padrão do perfil do lar português com presença de animais de estimação, ou seja, pessoas maiores de 35 anos, de classe social alta e lares pequenos (1-2 pessoas) e sem presença de crianças, quando olhamos para lares com gato encontramos algumas diferenças. Quase de forma transversal, todos os diferentes targets contribuem para o desenvolvimento da atratividade do segmento de gato. Isto é, apenas os mais jovens e os lares com presença de crianças até os 5 anos, não contribuem para o desenvolvimento de compradores do segmento gato.

Esta maior atratividade do segmento gato é benéfico para a categoria e para os principais fabricantes, em termos de valor. Se para cão o segmento mais económico continua a ganhar força (representa quase 70% do valor) quando falamos de gato é o segmento Super Premium que continua a ganhar espaço e já representa um quarto da quota de mercado em valor em gato.

2017, o momento da verdade para Fabricantes

Os fabricantes podem encontrar no segmento gato a sua oportunidade de gerar valor num entorno onde as marcas de distribuição conseguem alargar e fidelizar a sua clientela. O dinamismo de algumas insígnias de FMCG, com incríveis esforços no desenvolvimento das suas marcas próprias, tornando-as também marcas premium e por isso gerando confiança nos consumidores, também chegou a Pet food.

Isto significa uma barreira ao desenvolvimento de marcas de fabricantes na distribuição moderna, tendo em conta que o shopper português está mais dedicado a fazer as compras de alimentação de animais nestas superfícies, onde a marcas próprias estão a ser bem-sucedidas.

Os fabricantes podem encontrar o seu potencial no canal especializado, já que, ao contrário da grande distribuição, conseguem alargar a sua base de compradores versus há um ano atrás e desenvolvem um shopper mais dedicado: mais frequente nas suas compras, que enche mais as cestas e gasta mais dinheiro nestas lojas.

Alargando o olhar para além da performance positiva que as lojas especializadas estão a ter, a verdade é que a grande distribuição continua a liderar a procura de pet food pelos Portugueses. A conveniência dos donos, que podem incluir estes produtos juntamente com o resto das compras do lar, o nível promocional que estas superfícies costumam oferecer e o desenvolvimento das marcas de distribuição como mais gourmet, fazem com que seja realmente difícil que estas lojas possam competir com a grande distribuição.

Este cenário leva a que fabricantes tenham de reforçar as estratégias para as suas linhas de produto e criar argumentos, não só através da qualidade e da inovação, para mostrarem às grandes superfícies o que podem ganhar com eles e construírem assim a chave do sucesso conjunto.

Isto irá ser muito importante para o futuro desenvolvimento da categoria, onde atualmente a distribuição moderna, com foco nas marcas próprias, não consegue conquistar mais lares, nem tornar o comprador de pet food mais intensivo.

 

 

Gatos mais presentes nos lares portugueses

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